Pokémon World Championships 2026: Dragapult ex supera Alakazam na final de Pokémon TCG
O terceiro e último dia do Pokémon World Championships 2026 colocou as grandes finais no centro das atenções e definiu, neste último domingo, 30, os três novos campeões mundiais de Pokémon TCG. Yuta Araki conquistou o título da categoria Junior, Jake Ng venceu entre os Seniors e Andrew Hedrick derrotou Diego Cassiraga por 2 a 0 para se tornar campeão mundial da divisão Masters. A final principal resumiu boa parte da história competitiva do fim de semana. Hedrick chegou ao último dia com Dragapult ex, arquétipo que havia dominado numericamente o Mundial desde a primeira rodada. Do outro lado estava Cassiraga com Alakazam/Dudunsparce, justamente uma das estratégias de um Prêmio que cresceram como resposta ao enorme número de Dragapult.
Cassiraga esteve muito perto de vencer o primeiro jogo e teve oportunidades importantes também no segundo, mas Hedrick encontrou respostas nos momentos decisivos, explorou as possibilidades de Phantom Dive, administrou cuidadosamente seus recursos de interrupção e transformou uma situação extremamente desfavorável no primeiro jogo em uma vitória que mudou completamente a série. No fim, o Mundial que começou com quase metade do salão olhando para Dragapult terminou justamente com o Pokémon levantando o troféu da categoria principal.

Se quiser saber mais detalhes do primeiro e do segundo dia, clique abaixo nos resumos:
- Dia 1: Pokémon World Championships 2026: confira todos os detalhes do primeiro dia
- Dia 2: Pokémon World Championships 2026: Alakazam desafia Dragapult e final do TCG é definida no dia 2
Pokémon World Championships 2026: confira o resultado das finais
Championship Sunday levou as finais ao Chase Center
Depois de dois dias de competição no Moscone Center, as finais de domingo ganharam um palco diferente. O Championship Sunday foi realizado no Chase Center, casa do Golden State Warriors, transformando as partidas decisivas em um espetáculo de arena. A programação oficial havia reservado o domingo exclusivamente para as finais dos diferentes jogos, com o bloco do Pokémon TCG começando às 12h30 no horário local. No card game, seis jogadores chegaram ao último dia:
- Junior: Luke Giffen, dos Estados Unidos, contra Yuta Araki, do Japão.
- Senior: Cobey Huh, dos Estados Unidos, contra Jake Ng, da Austrália.
- Masters: Andrew Hedrick, dos Estados Unidos, contra Diego Cassiraga, da Argentina.
Todas as decisões foram disputadas em séries de melhor de três. E curiosamente, nenhuma das três terminou com o jogador que venceu o primeiro jogo simplesmente controlando a série até o fim. Nas categorias Junior e Senior, os futuros campeões precisaram buscar uma virada por 2 a 1. Apenas na Masters houve uma vitória por 2 a 0.
Junior abre o TCG com Dragapult contra Dragapult
A primeira final do Pokémon TCG colocou frente a frente duas interpretações diferentes de Dragapult ex. Luke Giffen chegou à decisão utilizando Dragapult ex/Dudunsparce, enquanto Yuta Araki apostou em Dragapult ex/Dusknoir. Era um confronto interessante justamente porque o atacante principal era o mesmo, mas o suporte mudava a maneira como cada jogador construía seus turnos.
Na versão de Luke, Dudunsparce oferecia um motor adicional de compra e circulação de cartas. Yuta utilizava Dusknoir, ganhando acesso à pressão de Curse Blast e à possibilidade de manipular os Pontos de Saúde dos Pokémon adversários antes ou depois de Phantom Dive. Esse pequeno contraste seria suficiente para produzir uma série equilibrada.
Luke Giffen vence o primeiro jogo
Luke começou melhor. O norte-americano conseguiu estabelecer seu plano antes do adversário e conquistou o primeiro jogo, ficando a uma vitória do título mundial. A vantagem também colocava pressão adicional sobre Yuta. Luke já vinha de uma campanha de destaque durante toda a temporada. Em junho, havia conquistado o North America International Championships de 2026 na categoria Junior, também utilizando Dragapult.
No Mundial, chegou ao Top Cut depois de uma campanha de 8-1-2, eliminou Cedrik Balk nas quartas de final e outro competidor norte-americano na semifinal antes de alcançar o Chase Center. Yuta, entretanto, não estava disposto a encerrar a temporada com o vice.
Yuta Araki busca a virada
O japonês reagiu no segundo jogo. Sua combinação de Dragapult e Dusknoir permitiu modificar a matemática da partida. Phantom Dive já oferece naturalmente duas linhas simultâneas de pressão: 200 de dano no Pokémon Ativo e seis contadores distribuídos no Banco. Adicionar Dusknoir significa que o adversário também precisa calcular Curse Blast. Essa possibilidade é particularmente poderosa no mirror, porque um jogador pode preparar Dragapult, Drakloak ou Pokémon de suporte para serem eliminados em turnos posteriores sem necessariamente dedicar um ataque inteiro a cada um deles.
Yuta conseguiu igualar a série e levou a final ao terceiro jogo. No confronto decisivo, o japonês manteve o controle e completou a virada. Yuta Araki venceu por 2 a 1 e tornou-se campeão mundial de Pokémon TCG na divisão Junior.
Yuta já era campeão japonês
O título mundial coroou uma temporada que já havia sido extremamente importante para Yuta. Poucos meses antes, ele venceu a divisão Junior do Pokémon Japan Championships 2026. Na ocasião, declarou que sua meta era chegar ao Dia 2 do Mundial. Não apenas conseguiu cumprir esse objetivo como terminou a temporada no topo do mundo. A trajetória também reforçou a força de Dragapult nas categorias mais jovens.
A final teve Dragapult dos dois lados da mesa, mas com estruturas diferentes, demonstrando mais uma vez que falar apenas o nome do Pokémon não explica completamente um arquétipo.
Seniors repetem o roteiro de virada
Logo depois, foi a vez da divisão Senior. E novamente o jogador que venceu o primeiro jogo não terminou com o troféu. Cobey Huh, dos Estados Unidos, enfrentou Jake Ng, da Austrália. O contraste entre os decks era ainda maior que na final Junior. Cobey utilizava uma Big Basics Box baseada em Mega Kangaskhan ex e Lillie’s Clefairy ex. Jake jogava com Alakazam/Dudunsparce.
Em outras palavras, a final Senior antecipou parte da discussão que apareceria posteriormente na Masters: Pokémon grandes, de múltiplos Prêmios, contra um atacante de um Prêmio capaz de transformar uma mão enorme em dano.
Cobey Huh chegou à final sem nenhuma derrota
Cobey havia feito uma campanha impressionante. Chegou à fase eliminatória com 11 vitórias, nenhuma derrota e três empates. Nas quartas de final, eliminou um jogador sul-coreano e, posteriormente, venceu Prince Williams na semifinal. Seu deck utilizava a mesma filosofia de Big Basics que ganhou bastante espaço no Mundial. Mega Kangaskhan ex atua simultaneamente como atacante e fonte de compra. Lillie’s Clefairy ex oferece excelente cobertura contra determinados Pokémon, especialmente Dragapult. Outras peças podem ser adicionadas conforme a necessidade, criando uma caixa de ferramentas de Pokémon Básicos.
Essa flexibilidade havia funcionado por quase todo o torneio. No primeiro jogo da final, voltou a funcionar. Cobey venceu e abriu 1 a 0.
Jake Ng também precisava de uma virada
Jake havia percorrido um caminho muito diferente. O australiano perdeu logo na primeira rodada do Mundial. Depois disso, não voltou a perder até a decisão. Passou pelo restante da competição acumulando vitórias e apenas dois empates, precisou disputar a fase adicional do corte assimétrico e depois avançou pelas quartas e semifinais.
Seu deck de Alakazam/Dudunsparce era uma escolha minoritária quando comparada a Dragapult e Big Basics. Mas justamente esse arquétipo colocou jogadores nas finais de duas categorias diferentes: Jake entre os Seniors e Diego Cassiraga entre os Masters.
Alakazam transforma a mão em uma arma
A lógica do deck é incomum. Alakazam utiliza Powerful Hand para colocar dois contadores de dano para cada carta na mão do jogador. Com cinco cartas, são dez contadores. Com dez cartas, são vinte. Com 15 cartas, o ataque pode chegar ao equivalente a 300 de dano distribuído em contadores. O objetivo do deck, portanto, é montar a maior mão possível. Dudunsparce ajuda a comprar cartas. Rare Candy acelera a chegada de Alakazam. Outras ferramentas adicionam novas compras e permitem reconstruir a mão mesmo após interrupções.
Isso significa que um Pokémon que concede apenas um Prêmio pode ameaçar Pokémon ex capazes de entregar dois ou até três. Contra Mega Kangaskhan ex, essa troca é especialmente perigosa.
Jake empata e leva a série para o terceiro jogo
Depois de perder a primeira partida, Jake conseguiu estabilizar o plano no segundo jogo. A construção passou a gerar o volume de cartas necessário para transformar Alakazam em uma ameaça constante. A vitória levou a série para 1 a 1. No terceiro jogo, novamente o australiano conseguiu executar melhor sua estratégia. Jake Ng venceu por 2 a 1 e tornou-se o campeão mundial da divisão Senior.
Seu resultado final foi de 12-1-2. A única derrota veio justamente na primeira rodada do Mundial. Cobey, por outro lado, sofreu sua primeira derrota do evento somente na partida que valia o título.
Duas finais, duas viradas por 2 a 1
Nesse momento, o Championship Sunday já tinha estabelecido um padrão. Luke venceu o primeiro jogo contra Yuta e perdeu os dois seguintes. Cobey venceu o primeiro contra Jake e também viu o adversário virar. As duas decisões mostraram a importância de uma série melhor de três no Pokémon TCG.
Um jogo ruim não encerra o confronto. Além disso, depois da primeira partida, os jogadores passam a possuir uma quantidade enorme de informação sobre a lista e o plano adversário. Sabem quais cartas técnicas apareceram, entendem quais atacantes são prioritários, conseguem avaliar melhor o mapa de Prêmios e ainda podem modificar completamente a maneira como utilizam seus primeiros turnos. Na Masters, porém, esse roteiro seria quebrado.
Chega a hora de Andrew Hedrick contra Diego Cassiraga
A última final do Pokémon TCG colocou duas histórias muito diferentes frente a frente. Andrew Hedrick chegou representando os Estados Unidos com Dragapult ex. Diego Cassiraga, da Argentina, carregava Alakazam/Dudunsparce e tentava conquistar seu segundo título mundial nove anos depois do primeiro. Hedrick entrou na final com campanha de 13-2-0. Cassiraga possuía 12-1-2.
No Limitless, a campanha completa de Andrew terminou posteriormente registrada como 14-2-0, confirmando a vitória na final e a primeira colocação entre 797 jogadores da Masters.
Era também uma final sobre o metagame
O duelo tinha uma dimensão maior. Dragapult foi o grande protagonista estatístico do Mundial. No primeiro dia, suas diferentes variantes representavam aproximadamente 43% de toda a divisão Masters. A presença diminuiu após o primeiro corte, mas o deck colocou três jogadores nas semifinais. Do outro lado estava justamente o arquétipo que mais claramente havia mostrado capacidade de escapar da troca tradicional de Prêmios: Alakazam.
No fechamento do Mundial, o Limitless registrou 53 jogadores de Alakazam/Dudunsparce, com 218 vitórias, 159 derrotas, 70 empates e aproximadamente 54% de aproveitamento nas partidas contabilizadas. Diego terminou como o melhor representante do arquétipo. A final era, portanto, Dragapult contra uma das respostas mais bem-sucedidas a Dragapult.
O primeiro jogo parecia de Diego
Cassiraga começou a decisão muito bem. Conseguiu estabelecer Alakazam e, mais importante, construir a mão. Essa é a verdadeira barra de vida do arquétipo. Quanto maior a mão, mais perigoso se torna Powerful Hand. Rapidamente, Diego criou uma situação na qual seus Alakazam podiam eliminar Dragapult ex em apenas um ataque. Como Alakazam concede apenas um Prêmio e Dragapult entrega dois, a matemática favorecia o argentino.
Segundo o relato detalhado da final, Cassiraga chegou a ficar a apenas dois Prêmios de fechar o primeiro jogo. Andrew parecia praticamente sem espaço.
Battle Cage protegeu o Banco de Cassiraga
Uma peça importante na posição de Diego era o Estádio Battle Cage. Sua presença estava limitando a capacidade de Andrew de explorar plenamente o dano no Banco. Isso é especialmente relevante contra Dragapult. Phantom Dive não é poderoso apenas porque causa 200 de dano no Ativo. Sua verdadeira força está nos seis contadores de dano que podem ser distribuídos livremente pelo Banco.
Quando essa segunda parte é neutralizada ou limitada, Dragapult perde uma porção enorme de sua flexibilidade. Diego estava próximo de transformar essa vantagem em vitória. Então Andrew encontrou exatamente a carta de que precisava.
Um Estádio muda completamente o primeiro jogo
No momento decisivo, Hedrick conseguiu encontrar outro Estádio. A carta substituiu Battle Cage e reabriu o Banco de Cassiraga para os contadores de Phantom Dive. Foi a jogada que alterou completamente a partida. Andrew passou novamente a poder preparar vários Nocautes ao mesmo tempo e conseguiu eliminar diferentes Pokémon de Diego em sequência. Uma partida que parecia praticamente controlada pelo argentino escapou. Andrew venceu o primeiro jogo.
Era uma derrota especialmente dura para Diego. Não porque o jogo tivesse sido unilateral, mas justamente pelo contrário: durante boa parte dele, Alakazam parecia estar executando exatamente o plano necessário para vencer o confronto.
A diferença entre atacar e distribuir dano
O primeiro jogo também mostrou uma das razões pelas quais Dragapult permaneceu tão forte durante toda a temporada. Não é obrigatório derrotar o Pokémon Ativo imediatamente. Phantom Dive permite construir uma condição de vitória vários turnos antes de ela efetivamente acontecer. Enquanto o adversário observa o Dragapult no Ativo, contadores vão sendo colocados em Abra, Dunsparce, Dudunsparce ou outros Pokémon importantes no Banco. Depois, Boss’s Orders, outro Phantom Dive ou simples redistribuição de dano podem completar os Nocautes.
A remoção de Battle Cage devolveu justamente essa dimensão ao deck de Andrew.
Segundo jogo começa mal para Hedrick
Diego ainda tinha uma oportunidade. Precisava vencer o segundo jogo para forçar a terceira partida. E o início parecia oferecer exatamente essa chance. Andrew começou com uma mão complicada. Durante os primeiros turnos, porém, conseguiu estabelecer três Dreepy no campo. Isso é importante porque o maior risco de Dragapult no começo do jogo é perder sua linha evolutiva. Um único Dreepy pode ser eliminado. Dois oferecem alguma redundância. Três criam várias rotas para Drakloak e Dragapult.
Diego, por sua vez, voltou a construir seu plano normalmente.
Rare Candy coloca Alakazam em campo antes dos Dragapult
Cassiraga conseguiu Rare Candy. Abra evoluiu diretamente para Alakazam antes que Andrew tivesse evoluído seus Dreepy. Era novamente uma excelente posição. O atacante estava pronto. A mão começava a crescer e havia um Dreepy disponível como alvo. Segundo a cobertura da final, Diego possuía condições de conquistar aquele primeiro Nocaute, mas optou por não atacar.
Foi uma das decisões mais comentadas da série. Mas por qual motivo não atacar? Isoladamente, eliminar um Dreepy parece a decisão óbvia. Mas partidas de alto nível raramente são tão simples. Atacar naquele momento poderia modificar a própria estrutura da mão de Diego, expor um Alakazam, alterar o mapa de Prêmios ou abrir uma janela específica de resposta. Cassiraga preferiu continuar desenvolvendo a posição. O problema é que dar tempo a Dragapult significa permitir que Drakloak entre em jogo. E Drakloak significa Recon Directive.
Quanto mais Recon Directive aparece, mais consistente fica a lista de Dragapult. Andrew precisava sobreviver. Diego precisava impedir que ele estabilizasse. Esse equilíbrio durou por vários turnos.
Red Card entra em cena
Então apareceu uma das cartas mais importantes da final. Red Card. Alakazam quer uma mão enorme. Red Card faz exatamente o contrário: interfere diretamente na quantidade e qualidade das cartas disponíveis ao adversário. Hedrick encontrou a carta no momento em que precisava interromper a construção de Diego. É difícil imaginar uma interação mais direta. Para Alakazam, perder cartas significa perder dano.
Uma mão de 15 cartas pode representar 300 de dano. Uma mão reduzida drasticamente pode não ser suficiente nem para ameaçar Dragapult. A partir desse momento, Cassiraga passou a precisar reconstruir sua mão ao mesmo tempo em que respondia ao campo adversário.
Andrew não precisou correr
Um aspecto particularmente importante da vitória foi a paciência. A cobertura da final destaca que Hedrick esperou os momentos corretos para utilizar suas ferramentas de interrupção em vez de simplesmente jogar cada recurso assim que estava disponível. Isso importa muito contra Alakazam. Interromper uma mão pequena pode não produzir grande impacto. Interromper uma mão exatamente no turno em que Powerful Hand atingiria o número necessário para um Nocaute pode decidir a partida.
Andrew conseguiu encontrar essas janelas. E cada turno comprado permitia desenvolver novos Drakloak e Dragapult.
Crushing Hammer completa a identidade do deck campeão
Embora o ataque final gire em torno de Dragapult, a lista de Andrew ficou conhecida durante a temporada pelo uso de Crushing Hammer. A carta tenta remover uma Energia do Pokémon adversário após uma cara ou coroa bem-sucedida. É uma ferramenta inconsistente por natureza. Mas Hedrick construiu sua estratégia de forma a explorar cada turno extra conquistado por ela. Ele já havia utilizado Dragapult com quatro Crushing Hammer para vencer o Regional de Los Angeles de 2026, torneio com 1.849 participantes. No Mundial, voltou a confiar na mesma ideia.
Em um deck que já espalha dano enquanto desenvolve o próprio campo, atrasar um único ataque adversário pode ser suficiente para transformar dois turnos de Phantom Dive em uma posição irreversível.

Diego não consegue forçar o terceiro jogo
Cassiraga continuou tentando reconstruir a mão e recuperar a posição. Mas a oportunidade que havia aparecido no início começou a desaparecer. Andrew estabeleceu seus Dragapult. A interrupção reduziu as opções do argentino. E os contadores começaram novamente a preparar Nocautes. Dessa vez, não houve uma segunda virada. Hedrick fechou o segundo jogo e venceu a série por 2 a 0.
Depois de 16 rodadas, duas derrotas e 14 vitórias, Andrew Hedrick era campeão mundial.
Andrew Hedrick finalmente adiciona Worlds ao currículo
O título completa um currículo competitivo que já era expressivo. Hedrick possui múltiplos títulos de Regionais e já havia conquistado um International Championship. Em 2024, venceu o North America International Championships utilizando Lost Zone Toolbox. A própria Pokémon registra aquela conquista em seu histórico oficial. Também possui vitórias regionais em diferentes períodos e com arquétipos completamente distintos. Em 2023, por exemplo, venceu Knoxville utilizando Lugia VSTAR/Archeops. Em 2026, voltou ao topo regional com Dragapult.
Agora possui o título que faltava: Pokémon TCG Masters Division World Champion.
Campanha de Andrew começou com derrota para brasileiro
A trajetória é ainda mais curiosa porque não começou de forma dominante. Hedrick perdeu sua primeira rodada no Mundial. Também sofreu uma segunda derrota ainda na fase suíça. Depois disso, não perdeu novamente. Passou pelo restante do torneio, entrou no Top Cut, eliminou Satoshi Matsui nas quartas, Brent Tonisson na semifinal e Diego Cassiraga na final. O resultado oficial no Limitless ficou em 14-2-0.
Para um torneio com 797 jogadores na Masters, é uma campanha de enorme regularidade.
Diego quase consegue um segundo título nove anos depois
Mesmo com a derrota, a campanha de Cassiraga foi uma das principais histórias do Mundial. O argentino já havia sido campeão mundial da Masters em 2017. Nove anos depois, voltou à final. Durante o Top Cut, derrotou Rune Heiremans, que havia levado Crustle a uma das melhores campanhas de conversão do evento, e posteriormente Henry Chao, um dos melhores jogadores de Dragapult do torneio. Só parou diante de Hedrick. Sua campanha final ficou em 12-2-2 no registro do arquétipo no Limitless.
Também foi o melhor resultado latino-americano da divisão Masters em San Francisco.
Alakazam foi muito além de uma escolha anti-meta
Depois do Mundial, é difícil continuar tratando Alakazam como uma simples escolha alternativa. O arquétipo colocou jogadores nas finais de Masters e Seniors. Jake Ng conquistou o título Senior e Diego Cassiraga foi vice na Masters. Além disso, vários jogadores de elite conseguiram campanhas positivas durante o fim de semana. No levantamento final do Limitless para Masters, Alakazam/Dudunsparce registrou aproximadamente 54% de taxa de vitórias, com Diego em segundo lugar, Calvin Connor em 11º, Henry Thompson em 12º e Alex Schemanske em 18º.
Isso é evidência suficiente para colocar a estratégia entre os grandes vencedores competitivos do evento, mesmo sem o título da categoria principal.
Dragapult termina exatamente onde começou: no topo
Mas o maior vencedor estratégico do Mundial foi Dragapult. O Pokémon começou o evento como o deck que todos queriam derrotar. Chegou a aproximadamente 43% da Masters, sofreu uma conversão para o Dia 2 inferior à de vários concorrentes, viu Crustle, Alakazam, Big Basics e N’s Zoroark aparecerem como respostas e ainda assim, colocou três jogadores no Top 4, chegou à final e venceu.
Além disso, Dragapult também esteve dos dois lados da final Junior, com Yuta Araki conquistando o título utilizando a variante com Dusknoir. Portanto, duas das três categorias do Pokémon TCG terminaram com um campeão baseado em Dragapult.
Os três campeões do Pokémon TCG em 2026
O Championship Sunday terminou com três novos nomes na lista de campeões mundiais:
| Divisão | Campeão | Deck | Vice |
|---|---|---|---|
| Junior | Yuta Araki (Japão) | Dragapult ex / Dusknoir | Luke Giffen (EUA) |
| Senior | Jake Ng (Austrália) | Alakazam / Dudunsparce | Cobey Huh (EUA) |
| Masters | Andrew Hedrick (EUA) | Dragapult ex / Crushing Hammer | Diego Cassiraga (Argentina) |
Yuta e Jake venceram suas respectivas finais por 2 a 1, depois de perderem o primeiro jogo. Andrew derrotou Diego por 2 a 0.
O Mundial também confirmou a diversidade dentro dos mesmos arquétipos
Outra conclusão importante é que os nomes dos decks dizem apenas parte da história. Dragapult apareceu como:
- Dragapult/Crushing Hammer.
- Dragapult/Dusknoir.
- Dragapult/Dudunsparce.
- Dragapult/Blaziken.
E outras construções.
Alakazam também apareceu com pequenas alterações entre jogadores. Big Basics assumiu diferentes configurações de atacantes. No maior torneio da temporada, essas diferenças de poucas cartas tiveram impacto enorme. Um Estádio decidiu o rumo do primeiro jogo da final Masters, Red Card mudou a estrutura da mão de Alakazam, Crushing Hammer deu ao Dragapult de Andrew um elemento adicional de controle, Dusknoir diferenciou a construção campeã Junior e Dudunsparce ajudou Luke a chegar à mesma decisão com outra abordagem.
São detalhes assim que fazem o Mundial ser muito mais do que uma simples comparação entre arquétipos.
Campeonato encerra temporada de 2026 e abre caminho para 2027
O Mundial encerrou oficialmente a principal temporada competitiva de 2026. A organização havia anunciado um prize pool combinado superior a US$ 2 milhões entre as diferentes modalidades e divisões, além do título de campeão mundial e convites de retorno para o Mundial seguinte. Os campeões também receberam uma linha especial de produtos comemorativos com acabamento dourado, incluindo mochila, boné, moletom e playmat exclusivos destinados aos vencedores.
Para o Pokémon TCG, entretanto, o legado competitivo do torneio provavelmente será mais importante que os próprios prêmios.
Andrew Hedrick fecha o mundial de Pokémon TCG no topo
O Pokémon World Championships 2026 começou com 797 jogadores na divisão Masters. Depois de três dias, restou apenas um. Andrew Hedrick terminou com 14 vitórias e duas derrotas, derrotou alguns dos melhores jogadores da temporada e venceu uma final contra um arquétipo preparado justamente para punir seu Dragapult. Yuta Araki completou uma virada sobre Luke Giffen para levar o troféu Junior ao Japão. Jake Ng perdeu a primeira partida de todo o Mundial e também o primeiro jogo da final, mas reagiu para ser campeão Senior pela Austrália. Por fim, Diego Cassiraga ficou a poucos turnos de transformar uma campanha histórica em seu segundo título mundial.
O domingo no Chase Center encerrou, assim, uma das temporadas mais competitivas do Pokémon TCG com três finais diferentes, duas viradas e uma confirmação difícil de ignorar: em um Mundial construído ao redor da pergunta sobre quem conseguiria parar Dragapult ex, foi Dragapult quem terminou levantando o principal troféu.
